terça-feira, 30 de dezembro de 2014

"FELIZ ANO NOVO

 Para 2015, eu desejo!
antes de seguir viagem
com destino ao Alentejo,
escrevo aqui esta mensagem
para vos desejar feliz Ano Novo,
haja mais ajuda para quem precisa
nenhum governante seja mouco
para com lealdade e justiça
 ouvir a voz do povo!
(Edumanes)

domingo, 28 de dezembro de 2014

"ENTORPECIDAS"

Lançadas, foram à toa!
palavras na água do Rio Tejo
navegaram numa velha canoa
com destino ao Alentejo.

Atracou no cais de Alcochete,
voaram na direcção de Pegões
atraídas pelo íman de um alfinete
movido no vácuo das emoções.

 Naquelas imensas planícies,
 onde os interesses foram tantos
corriam lebres, voam as perdizes
   galgos a correr pareciam tontos.

 Para temperar a bela açorda,
 a correr logo foram comprar azete
 ao lagar assim que chegaram a Moura
 para por no cafei tiraram o (i) o lete!

Encontraram no chão o colchete,
quando passavam naquela zona
da oliveira em cima do barrete
deixou cair uma verde azeitona.

Foi medonho o estardalhaço,
ficaram entorpecidas no escuro
corria sem parar a água no regato
com ela as esperanças do futuro!
(Edumanes)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"ESTÁ INDO EMBORA"

video
 Haja sempre saúde, paz e alegria!
para o ano que vem não seja mais ruim
mantendo a tradição reunida a família
este ano a ceia de Natal foi assim!

O Ano Velho está indo embora!
para dar de esmola a este povo
com migalhas, talvez, na sacola
já está vindo por aí o Ano Novo.

Traz o Ano Novo as algibeiras!
cheias de descontentamento
continuam de qualquer maneira
nuvens negras a pairar no vento!

Incomodam ruídos confusos,
dobradiças ferrugentas de portas
enquanto na terra troteiam os burros
 continuam a voar no céu as gaivotas
porque no mar navegam os búzios
bravas ondas batem nas rochas!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

"PAI NATAL E SEU BURRINHO"

Ele prometeu p'ro ano cá voltar!
com mais prendas para a criançada
pois, quando deveria estar d'abalada
o Pai Natal, só agora está a chegar!
Pois, mentiroso, não seja como aquele
em vez de dar a quem precisa, tirou o pão
 porque antes não tirar tinha prometido ele
feitas, terão sido promessas de ilusão?
(Edumanes)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

"FELIZ NATAL"

 Mesmo que sejam histórias imaginadas!
 pois, que o não sejam de qualquer maneira
 com palavras verdadeiras não atabalhoadas
 contadas na noite de Natal junto da lareira.

Amigas e amigos, comentadores,
 do blog, Nasci no Alentejo, desejo Feliz Natal
sejam todas/os de felicidade portadores
saúde, paz, amor e carinho, divinal!

Com as rígidas leis do funil,
 fácil, tudo pretendem que seja
seja qual for o seu deles perfil
aqui tudo querem de bandeja!

Quem o enorme quis,
fazer, sem ter a certeza
onde tudo é grandeza
neste pequeno país?

A pobreza será enorme,
quanto maior for a riqueza
ninguém morreria de fome
se todos tivessem ceia!

Para o fundo lá se foi!
 caiu no charco da falsidade
aqui no pais da boa vontade
a rã que queria ser boi?
(Edumanes)

sábado, 20 de dezembro de 2014

"OBRIGADO, TINTINAINE"




Boas Festas


Desejo-vos um Natal muito Feliz e um ano de 2015 cheio de prosperidades.

Tintinaine

Trouxe ao mundo esperança e alegria!
nas palhas deitada deu à luz
na noite de Natal nasceu Menino Jesus
filho da Virgem Maria.

Teu gesto merece ser louvado!
Tintinaine, muito sinceramente,
humildemente, aqui acomodado
obrigado amigo pelo presente.

Se eu tivesse a tua habilidade,
também para ti um igual fazia
 te o digo com toda a sinceridade
tenhas muita saúde, paz e alegria.

Pois, nunca te falte a vontade,
para trincar bom naco de chicha
daquela que melhor te sabe
de qualidade, não faz azia.

A felicidade alimenta a vida,
dá, sim, mais força a amizade
sempre seja de noite ou de dia
com orgulho deste país cidadão
porque havendo mais unidade
 reforça os alicerces da união
apoiados na justa liberdade!

Para ti e para a tua família,
 Feliz Natal e próspero Ano Novo
em 2015 a mala pode estar vazia de ouro
mas atafulhada de felicidade e alegria!
(Edumanes)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

"TALVEZ, NÃO DOIS PENICOS"

 Há petróleo no Alentejo!
não para iluminar os fanicos
dará para encher um caneco
 talvez, não dois penicos?

 Por que não há lá ouro, 
despensa-se toda a sucata
em paz deixem viver o povo
chega de tanta desgraça.

O petróleo não leva a paz,
para lá pode sim levar guerra
quem por falta não é capaz
de vontade lavrar a terra.

Não vão para lá largas larachas,
à toa dessas bocarras para fora
pois, não precisamos lá de graxas
nem o fora da lei a bater à porta!

PP=M de muleta do PC.!
nada tem a haver com o AV
se cair o M também cairá o G
  começa por G, o que é? Diga você?
(Edumanes)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"ADEUS TAP, ADEUS GREVE"

Que a viagem não seja perturbada!
de quem quiser sair ou chegar a Portugal
não seja também esta nação condenada
tão nobre e humilde a ninguém fez mal.

Eles te desprezam pátria amiga,
tem cuidado com os inimigos
haverá por aí que não acredita
que a figueira sem flor dá figos.

Adeus TAP, adeus greve,
abaixo a péssima governação
requisição civil de cara alegre
triste e tão arrogante decisão.

Sem capacidade para dialogar,
 por outras vias pensou está decidido
de quem por alguém não se preocupar
só de pensar nessa peste me arrepio
de tão perfeitos querem parecer
não se cansam de tanto ameaçar
pois, é o que mais sabem fazer
com vontade tanta de açoitar
quem lhe dá o pão para comer!

Que tudo corra com normalidade,
cuidado com a carne envenenada
carne de peru tem mais qualidade
que a ceia de Natal seja animada!
(Edumanes)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"PODEM VENDER, NÃO NOS FAZ FALTA"

Grevistas e governação!
não se entendem as partes
se nenhuma delas tem razão
são de ambas disparates?

Não queiram tudo vender,
vendam só que nos dá prejuízo
saibam bem senhores do poder
dialogar com orientação e juízo.

Porque gente ruim a não tem,
por isso não pode vender a alma
o conteúdo de São Bento e Belém
podem vender! Não nos faz falta!
(Edumanes)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"IDEIAS"

Porque na vida, a vida é só uma!
não havendo opção de outra escolher
seja ou não boa, não há mais nenhuma
seja feliz, saiba com ela bem viver.

 Quando essa seja ou não boa acabar,
não se sabe se poderá encontrar outra
todos os que não têm pressa vão devagar
sem nada nas mãos, nem na algibeira rota
 das calças velhas, ainda, por remendar.

Sejam de inteligência bem dotados,
saibam nas palestras com atenção ouvir
o que têm para dizer, os não engravatados
os de camisas e colarinhos bem engomados
tentam com falsas promessas progredir!
(Edumanes)

domingo, 14 de dezembro de 2014

"FUMEIRO"

(Imagem Google)
Dos Algarves são os cavacos!
do Baixo Alentejo são os guerreiros
as vitórias, berganos, chicos e diodatos
do Alto Alentejo, ferros, pão finto e latas
 desde o sul ao norte do país, todos porreiros
 para que hoje nem nunca mais fiquem das asas
 da Águia as penas caídas no bota fogo tripeiro
 para que nunca mais aconteçam desgraças
 oremos com o benfiquista irmão poveiro
 haja, sempre tinto, queijo e carcaças
chouriços e linguiças no fumeiro!
(Edumanes)

sábado, 13 de dezembro de 2014

"TANTA FALTA FAZ"

 Mais vale saber esperar!
 para dar sempre algo ter
não, somente, poder sonhar
vale mais com a saudade viver
saber esperar, é ser inteligente
tanta falta a quem a não tem faz
sem amor e carinho muita gente
  vive no mundo sem ter paz!
(Edumanes)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"NO CHÃO SE DESFEZ"

Um beijo perdido!
na ingratidão, talvez
dos lábios caído
no chão se desfez.
Um beijo sentido,
nos lábios não satisfez
de manhã ao acordar
do desejo atrevido
na cama a sonhar
por não ser apetecido
logo não fez despertar
o prazer adormecido.
Sem se preocupar
pela beleza atraído
a quem o beijo dar
por não ter conseguido
seus desejos concretizar.
Por ser um beijo proibido
ninguém com ele quis ficar
recusado ficou o beijo caído
no chão de noite ao luar!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"GABAROLA"

Apascentando as ovelhas no brejo,
não deve qualquer camelo as afugentar
porque foi recambiado para o Alentejo
não se cansa agora de tanto reclamar!

Queixa-se de tudo e de todos,
se por acaso não fez nenhum mal
no mundo são muitos não poucos
a sobrevoar o território nacional.

Não o tiram de lá para fora,
porque têm medo dele fugir
tinha tanto amor à camisola
mais ninguém a podia vestir.

O espertalhão gabarola!
dêem-lhe pão com toucinho
está precisando de esmola
Deus perdoe o pobrezinho
coitadinho, sofre da tola?
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

"NO NINHO"

Era preciso ter muita pachorra!
para se ficar calado de algo estranho
sem azeite havia gente comia açorda
o pastor dormia junto do rebanho.

Nunca mais será recuperado,
a retalhos está sendo vendido
milhões pelo serviço prestado
alguém de alguém terá recebido?

Até lhe crescerem as penas das asas!
cortaram-lhe as pontas para não voar
o pássaro com as penas das asas cortadas
por causa disso no ninho irá continuar?
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 30 de novembro de 2014

"NO CERRO DA GUARITA"

Lá no cerro da guarita!
tinha tojos e muitas carquejas
nos corgos gente sem guarida
junto de floridas estevas

Do outro lado, Vale Travesso,
 tinha bois, vacas, bestas e um feitor
de todos, não era o mais esperto
tudo pertencia a um só senhor.

 A seguir no Monte da Estrada!
todas as moças eram bonitas
tinha no Pego d'altinho uma vala,
nas bermas cobertas de silvas.

O caminho para Vale Estacas,
 de terra batida, todo esburacado
atravessavam as ovelhas e as cabras
também lá havia o gado bravo.

Raposas,  lebres e coelhos,
 pardais, picanços e piscos
rastejantes os escaravelhos
 não de trampa bons petiscos.

Com eles se regozijam,
fazem uma bola a rebolar
do bom e do melhor petiscam
deixam a conta para o Zé pagar!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"AGORA JÁ ÉI"

O compadri Zéi, montado na burrita!
foi com ela à feira de Garvão
antes passou por Santa Luzia
para saber quanto ela valia 
ofereceram meio tostão
com direito a demasia.

Encontrou no caminho,
o compdri Antóino
montado no seu burrinho
atã já sabe do patrimóino?

Dessa novidade!
não será mesmo engano
vamos saber a verdade
os dois dialogando
 ao fim da tarde.

Que não seja alarvidade,
vamos compadri a Lisboa
ora essa ai! Jesus
atravessamos o Rio Tejo na canoa
vamos ver o estádio do Benfica na Luz
e o estádio do Sporting, em Alvalade

No monte do Vale Burro,
a sul de Alvalade Sado
porque eles levaram tudo
deixaram o país endividado.

Um desertou para Bruxelas, vida bela,
recentemente, pelo presidente, condecorado
o outro foi de férias para Paris, já foi engavetado
agora hospedado no hotel presídio em Évora.

Valeu a pena a luta,
a lutar cantando a realidade
derrubaram a ditadura
em nome da liberdade

Moços dum cabresto,
receberam a noticia cantanto
foi reconhecido pela Unesco
obrigado pela generosidade
agora já éi o cante alentejano
Patrimóino Imaterial da Humanidade!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

"RELÓGIO DE PAREDE"

Duas jovens, moças, apaixonadas, não uma pela outra, resolveram partir muna viagem em busca dos seus príncipes encantados, num royce descapotável. Às tantas da matina, depois de percorridos centenas de quilómetros de asfalto, chegaram numa localidade, onde o silêncio e a magia eram predominantes. Dirigiram-se a uma hospedaria e perguntaram ao recepcionista da mesma se tinha um quarto para as duas, tenho o mesmo respondido, a resposta está daquele relógio pendurado na parede. Que horas eram?

domingo, 23 de novembro de 2014

"VIAJANDO NA IMAGINAÇÃO"

(Imagem Google)
Ao romper da aurora,
agitação, no local havia
nos arbustos à sua volta
quando o vento os bulia.

voava o perfume no vento,
da verde paisagem florida
caminhava de noite ao relento
 por uma vereda desconhecida.

Como os olhos que a via,
correr pelo Vale da Ternura
da nascente, lá no cerro, corria
para a fonte água pura.

Da fonte para o mar,
viajando na imaginação
para porto seguro a navegar
numa luxuosa embarcação
sem saber quando iria chegar
a viajar no fundo do porão
onde pensava encontrar
o amor de sua paixão!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

"ALGURES, EM LISBOA!

Um alfacinha e um alentejano, num bar-restaurante, algures em Lisboa.  Cada um sentado à sua mesa!
Quando à noitinha entrou uma jovem, encantadora, mulher, de mini saia, cabelos escuros, olhos castanhos, pele morena...
Dirigiu-se para a mesa do alentejano e sentou-se numa cadeira a seu lado!
O alfacinha disse:
Bravo echo lima oscar, mike alfa tango alfa charlie oscar, echo lima alfa, tango echo mike...Tradução - Belo mataco ela tem!
O alentejano repostou:
mike alfa sierra, november alfa oscar, echo, papa alfa romeo alfa, tango uniform, oscar, alfa papa alfa lima papa alfa romeo echo sierra...Tradução - Mas não é para tu o apalpares!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"ZÉ NINGUÉM"

Quem na vida nada tem!
não terá desgostos da vida
de cabelos ao vento, o zé ninguém
sem eira nem beira, nem guarida
rebolou na ribanceira
caiu dentro da ribeira
fez na tola uma ferida.
Quando a sorte não ajuda
todos os caminhos têm obstáculo
no galho canta o mocho e a coruja
 as rãs, cantam, dentro do charco.
No pé esquerdo um sapato
no pé direito uma bota
por não saber cantar o fado
de tronco nu sem camisola
sem guitarra e sem viola
foi pedir trabalho ao circo.
O elefante não gostou, só visto
com a tromba no tejadilho do carro
tentando da porta abrir o vidro
assustado, pilintra sem pataco
lá dentro do carro com cagaço
aqui, palhaço desconhecido
não tem direito a visto dourado!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

"PAZ"

Não será fácil, mas é possível!
tem de haver força de vontade
para impedir a sua continuidade
temos que vencer o monstro vil.

Antes ou depois não sei quando,
esperança e fé traz-nos a primavera
sem se poder parar em frente caminhando
do que o passado e o presente quisera
sem guerras, o futuro risonho.

 A vida que Deus nos dera,
por ser tão bela nos satisfaz
 no mundo acabar com a guerra
sejamos capazes aqui na terra
para que no céu haja paz!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"O SILÊNCIO É MUDO"

 Segredos por revelar!
em algures escondidos
dos tojos no verão ardidos
continua fumo a pairar.

 Nascem entre as rochas,
estevas, na terra enraizadas
no mundo coisas maravilhosas
há belezas desencantadas.

 Será o amor louco?
utensílios em desuso
atirados no fosso
o silêncio é mudo.

Não sabe onde está,
 alguém quando anda perdido
não mais se apanhará
um desejo foragido!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"NA ILHA DO TESOURO . . .CORRUPÇÃO"

Na Ilha do Tesouro descoberta pelo herói  navegador-descobridor, sem mérito Birras,  neste Século XXI,  suspeita-se que  os vistos "GOLD"  tão elogiados têm sido pelo seu criador,   em vez de barras de ouro existam barras de corrupção. Entre os suspeitos está o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, cujo o cargo exerce desde 2005, entrou para o SEF em 1993, ou seja há 21 anos, e fez aquilo que se costuma chamar 'carreira de sucesso' dentro desta força policial. O seu trabalho reconhecido além-fronteiras e, em 1999, foi distinguido pelo então Ministro do Interior de Espanha com a "Cruz al Mérito Policial com Distintivo Blanco". Oito anos depois, em 2007, é a vez de o Ministro da Administração Interna português lhe atribuir a medalha de Mérito Liberdade e Segurança na União Europeia, contributo para a construção do Espaço Liberdade e Segurança da Europa, através da concretização do projeto ISone4ALL. Se se  provar que esse senhor faz parte dessa rede de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato. Que o seja mais uma vez condecorado, para além das duas vezes que o já foi por mérito, sem ter mérito? Fez carreira de sucesso, não terá sido como cidadão exemplar ao serviço da nação e da sociedade. Se as suspeitas se confirmarem terá ele feito carreira de sucesso ao serviço do que é suspeito,  por isso deverá ser condecorado mais um vez, pela justiça, com a medalha da justiça, e com justiça!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

"GALO DE CRISTA VERMELHA!

Portas e tramelas,
não acabem com as galinhas dos ovos de ouro
os galos de crista vermelha precisam delas
são para alguns verdadeiro tesouro
põem ovos com as gemas amarelas
deles nascem frangas e frangos
de pescoço, pelados e/ou não
promessas são enganos
de quem as faz sem noção.
 Para todos o sol nascer,
não é mentira, é verdade
o que pensa o povo é proibido dizer
 nos países onde não há liberdade.
Aqui também já foi assim,
para continuarem a cantar
os galos no poleiro sem fim
 a esse tempo querem voltar.
Quer mais, ainda, o troca baldroca
 todas as galinhas dos ovos de ouro
meter outros galos dentro da gaiola
  não se contenta só com o pelouro
tudo quer, o galo mariola!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

"A TARDE CLAREOU"

A tarde clareou,
no dia de São Martinho
a chuva agora daqui abalou
foi à adega provar o vinho
pão e castanhas levou
vá lá mais um copinho
bota abaixo com moderação
porque se ficar tontinho
pode, até, cair no chão.
Se passar no Cartaxo
beba um tinto carrascão
não se deixa ir abaixo
mantenha-se bem firme 
continue em frente a caminhar
na direcção onde, ainda, existe
sorria, porque há muito para se amar
não esteja, hoje nem nunca, triste!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 9 de novembro de 2014

"NUMA NOITE DE LUAR"

(Imagem Google)
Para agora o recordar!
de quando eu era puto
 por uma vereda a caminhar
o vento fez abanar o arbusto
apanhei um grande susto
numa noite de luar.

Aqui o digo sem vaidade!
porque eu não sei mentir
bem estar na vida faz sorrir
não é mentira, é verdade.

 Lá no campo não tinha vagar,
a trabalhar quando era criança
 não havia tempo para brincar
 no tempo da minha infância.

 Poder recordar o tempo vivido,
agora, em liberdade me contento
da juventude mais saudades tenho
 do  que no tempo ficou perdido!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

"BOM FIM DE SEMANA"

 Que a felicidade sempre lhes sorria!
seguidoras/os do blog, Nasci no Alentejo
amigas/os muita saúde, paz e alegria
 a todos bom fim de semana desejo.

Quem na vida não vive triste,
amado/a na vida é, na vida ama
onde está ela não sei mas existe
porque quem escrever insiste
sem inspiração não adianta.

 Que a vida nunca seja ferida,
 nada na vida tem mais valor
do que a saúde da própria vida
vivida seja com carinho e amor!
 (Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"NADA DE ESPECIAL"

Serão essas as menos precisas!
de todas as coisas que no mundo há
queimem os cavacos cortem as silvas,
calor humano, demais nunca será.

 Para fazer a coisa rebitar,
bem as brasas nos aquecerão
se de todos os dedos se cortar
 as unhas não mais arranharão.

 Para não torriscar a caldeirada,
 na panela, não a deixei no fogo a cozer
chovia, fiquei com a farpela molhada
 hoje, de manhã, quando fui correr.

 Digo, nada vi de especial,
que me chamasse a atenção
há muita gente em Portugal
a resmungar sem ter razão!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 2 de novembro de 2014

"LÁ NA RUA DA TORCIDA"

Mote
A bejeca me desafiou!
logo lhe tirei a tampa
libertei aquela tonta
e ela me embriagou?

De mini-saia uma loirinha!
estava e continua na moda
bem amar a boa pinguinha
faz andar a cabeça à roda.

Lá na Rua da Torcida!
havia muita alegria no ar
com a loirinha apetecida
toda a noite a rodopiar.

Na Rua da Carraspana,
 toda a noite não me largou
se agarrou a mim a magana
na cama comigo se deitou.

 Para o seu corpo acariciar,
abandoná-la, ainda, não pensei
por isso é que desejo continuar
 sempre e toda a vida a amei.

Menos vezes  a visito,
mas não deixei de a amar
sempre que a beijo lhe digo
 não penso em te abandonar.

Não sei se perdido andei,
por causa daquela leviana
deitei-me com ela na cama
 na cama com ela acordei

 Impossível foi não a beijar!
 quando a desfeitear-me a vi
 porque à tentação não resisti
 tive mesmo que a violar!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"SACA-ROLHAS"

Mote
Para acompanhar,
na cepa não há engano
da melhor alentejana
não a trambecar,
bom fim de semana.

Poema, o saca-rolhas!
não é nenhum brinquedo
nas mãos não faz bolhas
quase nunca pára quedo.

Tem como missão libertar,
tinto ou branco engarrafado
por isso não o deixam sossegar
quando e sempre é mais solicitado
na hora do almoço ou do jantar.

 Rolha, feita de cortiça,
comprida, bem torneada
antes do sobreiro tirada
não mete, a rolha, só tira
 do gargalo da garrafa.

 Saca-rolhas, ou abre-latas,
nem tudo que luz será ouro
não calça nos pés alpercatas
 na cabeça não usa gorro!

 Trabalha, sim, não à jorna,
por que não precisa, não recebe
também não mete, só tira a rolha
por não ser gente não percebe!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"TOMATES ENLATADOS"

(Imagem Google)
Há tantos no parlamento!
disparates sem terem conta
 para a aprovação do orçamento
  o que mais lá há é gente tonta.

 A fazer ou dizer disparates,
será que o povo não percebe
 o dinheiro que aquela gente recebe
a coçar e não só, os tomates!

 Bem à maneira portuguesa!
se diz, estamos com eles entalados
há, em Portugal, quem enriqueça
com os tomates enlatados!

 Mais vale um sorriso nos lábios!
do que «sem milhões na algibeira»
Deus me perdoe todos os pecados
se por acaso disse alguma asneira?
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"CONTINUAÇÃO"

O galgo teve mais sorte,
vais sim ter continuação
porque encontrei o mote
mas ruínas desta nação!

A caminhar sem prudência,
apressado pôs os pés no charco
elaborado antes sem inteligência
 tinha sido o famoso Pec quatro, 
por ter causado a discordância
pelos contra não foi aprovado.

Houve quem quisesse doutra maneira.
por isso, foi a correr para a presidência
estava o presidente sentado na cadeira
a magicar como resolver a ocorrência.

Quando o risote viu tudo aquilo,
quase que não queria acreditar
logo chamou o ajudante Pirlo
 para a ocorrência testemunhar.

 Foi, então, quando a forte ventania,
abriu as portas para a coelhada entrar
porque a anterior e medonha invernia
 desde essa data veio mesmo para ficar.

Na vida a tempestade que nos inferniza,
 por muito tempo continuará a invernar,
de seis em seis meses vai haver vistoria
até 2035, se mais no tempo não se dilatar!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

"TOJO"

(Imagem Google
Lá no campo vi, é verdade!
quando ainda, eu, era catraio
uma lebre em excesso de velocidade
 a correr à frente dum cão galgo.

A olhar fiquei embasbacado,
o cão galgo não a agarrou
no caminho um chaparro
da lebre não se desviou.

 Não tem graça, contado, só visto,
bateu com a cabeça no tronco, coitada
sim, mais saboroso teria sido o petisco
se na panela tivesse sido cozinhada!

Ainda pensei nisso,
apanhá-la, qual carapuça
continuei a ouvir o ruído
daquela corrida confusa.

 Um monte de tojo estava perto,
de imediato para cima dele saltei
debaixo a correr um coelho esperto,
de lá saiu, a olhar para ele fiquei!

  Sem lebre e sem petisco,
 muito no tempo se transformou
 nos regatos muita água, tem corrido
 só o espertalhão o vento não levou!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"DROMEDÁRIO"

(Imagem Google)
Não foi camelo que passou no Alentejo!
a vaguear, pelo centro, de sul para norte
em Vila Velha de Ródão saltou o Rio Tejo
não foi pequena mas sim a grande sorte.

 Estou só imaginando, não sei ao certo,
como não tinha mais nada para escrever
se fosse o dromedário estaria no deserto
 sem, ou talvez com pouca água para beber.

 Quem lá deveria estar a pregar, eu bem sei,
 dessas coisas hoje pensei e não quero falar
 por causa disso foi que estas palavras inventei
 para não andar por aí sem saber para onde olhar!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 25 de outubro de 2014

"BOM FIM DE SEMANA"

 Bom fim de semana!
à sombra da azinheira
 no campo tem a cabana
 p'ra viver a vida inteira.

  Descansam trabalhando,
  alentejanos, não são flechas
 devagar, sempre andando
 mas, nada de pressas

O vagaroso caracol,
armou-se em alarve
às vezes até mais tarde
trabalham de sol a sol,

 Do ferreiro sopra o fole,
quando a tem come açorda
feita de pão duro, não mole
 ao sol desbota a roupa.

 Quando quente lá do céu,
chega o calor do sol à terra
na cabeça coloca o chapéu
o alentejano! Não sossega!

 Para proteger a mioleira,
mesmo assim corre à pressa
para a sombra da azinheira
vida de pobre difícil tarefa!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"DESCORTIÇADO"

(Imagem Google)
O pavão abriu o leque!
 o galo quase perdeu o pio
 os cavalos puxam a charrete
 os barcos navegam no rio.

  Descortiçado aquele sobreiro,
 a cortiça, para fazer rolhas, foice
 grunhem os porcos no chiqueiro
  na parede a besta deu um coice.

  Do presente alarmante,
 virá no futuro incerteza
  de um passado preocupante
  fustigada nação portuguesa
  pelo vento de levante!
  (Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"DIGO, PORQUE É VERDADE"

Digo não, ao que não desejo,
Digo, sim quando preciso
Digo, sim a um beijo
Digo, por que não sou esquisito
Digo, abrigado para algo agradecer
Digo, irra quando de algo indignado
Digo, sim o que não irei esquecer
Digo, sempre o que tenha a dizer
Digo, mal nunca fiz nem nunca farei
Digo, fora de época está muito calor
Digo, bem me lembro por onde andei
Digo, já fui ao jardim colher uma flor
Digo, na terra sementes já semeei
Digo, já ceifei trigo e cevada
Digo, terra já lavrei
Digo, cavei terra com a enxada
Digo, carreguei cortiça com a carreta
Digo, já escrevi com lápis de carvão
Digo, também escrevi com a caneta
Digo,  fui muitas vezes a Garvão
Digo, não estou mentindo
Digo, porque é verdade
Digo, não estou fingindo
Digo, nasci no Alentejo
Digo, não à beira Guadiana
Digo, moro perto do Rio Tejo
Digo, amigo, amigo não engana!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"TEMPESTADE DE ALEGRIA"

(Imagem Google)
Tempestade de alegria!
evadiu a sua, dela, intimidade
mais bela, de contente, dizia
 agarrei o amor e a felicidade.

Todo o corpo dela tremia!
amar mais do que amava
tanta ternura não sabia
porque mais não cabia
onde tanto amor guardava.

Resolveu, então, um dia,
abrir a porta do seu coração
dentro do peito permanecia
 guardada toda a sua paixão.

 Não deve um desejo ser perdido,
vem daí, não percas um segundo
toma nota nas palavras que te digo
vamos dar a volta ao mundo!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 18 de outubro de 2014

"AO NASCER DO SOL"

    (Imagem Google)  
  O desejo navegante!
  a navegar, em alto mar
  na crista da onda delirante
   de espuma se embriagar.

 Da terra distante,
entre ondas a tontear
desponta o sol no horizonte
 ser amado e bem amar.

Claridade por um triz,
não havia na noite escura
quisera ser mais feliz
 partira numa aventura.

Em porto seguro ancorou
nas amarras da felicidade
de repente para o céu olhou
 viu da lua e das estrelas claridade
a desejar para amigas e amigos estou
 bom fim de semana com amizade!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

"A CONTAR COM O OVO NO CU DA GALINHA"

 Sem folhas, muito seco!
não era tronco, era tanganho
não foi sonho, foi pesadelo
 pensa-se que, entretanto,
de podre, demasiado peso
da árvore o fez cair no chão
pela terra será consumido?
Se sobrar. . .devolverão
no futuro desconhecido
falsas de certeza serão.
Será que alguém convencido
 contar com o ovo no cu da galinha
quando cair no chão fica partido
dele, não se aproveitará nadinha;
por isso já mudaram a ladainha
a pensar em nova composição
qual será o trunfo escondido
serão da nova-gera, salvação
de algo no tempo perdido
nas nuvens sonhos de ilusão
 voam no vento enfurecido!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

"QUEBROU A PEGA DA CANECA"

Quebrou a pega caiu no chão!
cheia de água quente uma caneca
foi tamanha assustadora confusão
por causa duma pulga na cueca.

A personagem alentejana,
assou o porco num aceso tição
tinha lá no campo uma cabana
dentro do chiqueiro um leitão.

A pulga fazia-lhe comichão,
não a deixava, um instante, sossegar
com água do poço encheu o caldeirão
para a maldita pulga nela afogar.

Aos saltinhos a maldita,
 refugiou-se junto ao lago
na lâ da ovelha escondida
que pastava lá no prado!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

"O VENTO ABRANDOU"

(Imagem Google)
O sol nasceu!
o vento abrandou
a saia que desceu
 lindas pernas tapou
a nuvem desapareceu
no céu azul o sol brilhou
na verde planta floresceu
uma linda flor, já murchou,
não resistiu à tempestade
cujo perfume lhe roubou
  feriu a sua intimidade,
para trás não olhou
triste pelo acontecido
ao certo ninguém sabe
dos olhos no chão terão caído
 muitas lágrimas de saudade!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

"AS COISAS QUE O VENTO FAZ"

(Imagem Google)
As nuvens foram deslocadas pelo vento!
de noite as estrelas brilhavam no céu
vontades satisfeitas no preciso momento
o que estava escondido pôs-se ao léu.
Há coisas difíceis, fáceis e desnecessárias:
desnecessário é chover no mar...
difícil é acertar nos números do euro milhões
 fácil é o vento as saias das mulheres levantar 
porque faz despertar adormecidos corações
cuja beleza mirones não se cansam de mirar!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"SONETOS"

1
Chaves na mão, melena desgrenhada,
batendo o pé na casa, a mãe ordena
que o furtado colchão, fofo e de pena,
a filha o ponha ali ou a criada.

A filha, moça esbelta e aperaltada,
lhe diz coa doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
olhe não fique a casa arruinada...»

- Tu respondeste assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,

arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...
2
Vai mísero cavalo larazento,
pastar longas campinas livremente;
não percas tempo, enquanto to consente
de magros cães faminto ajuntamento.

Esta sela, teu único ornamento,
para sinal da minha dor veemente,
de torto prego ficará pendente,
despojo inútil do inconstante vento.

Morre em paz, que, em havendo algum dinheiro,
hei-de mandar, em honra de teu nome,
abrir em negra pedra este letreiro:

«Aqui piedoso entulho os ossos come
do mais fiel, mais rápido sendeiro,
que fora eterno, a não morrer de fome».
(Nicolau Tolentino)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"ENFIANDO A LINHA"

(Imagem Google)
No lugar do se ajeite!
estava uma bela sortuda
assim dizia ela, mete, mete 
mais, empurra, empurra.

 Pelo buraco da agulha,
enfiando a ponta da linha
com os dedos empurra
é para coser a bainha
das calças que tu usa!

Olhou para o barro vidrento!
com ele fez um púcaro vidrado
no tempo com ele água bebendo
o poeta, pela arte apaixonado.

Bebe a água mais fria,
diferente do cocharro
descansa durante o dia
à sombra do chaparro.

Com ele vive no tempo,
no tempo por ele bebe água
 bem conservado se mantendo
diz, vale mais do que nada.

Sem pressa no tempo,
naquele sítio apetecido
lugar de contentamento
seja no tempo bem vivido.

Alvoro, no vale do paraíso,
 tem na paisagem camuflada
na fonte do desejo proibido
sopra o vento, nasce água!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

"BOM FIM DE SEMANA. . . COM A PILITA"

A PILITA ALENTEJANA

Rija, enquanto durou.
Agora q'amolengou
e antes q'a morda a cobra,
Vou atá-la c'uma corda
Pra ela nã me fugiri.

Preciso da sacudiri,
Leva tempo pá'cordari
Já nem se sabe esticari.

Má lenta q'um caracoli,
Enrola-se-me no lençoli.

Ninguém a tira dali,
Já só dá em preguiçari.
Nada a faz alevantari
E já nã dá com o monti,
Nem água bebe na fonti.

Que bich'é que lhe mordeu?

Parece defunta, morreu.
Deu-lhe p'ra enjoari,
Nem lh'apetece cheirari.
Jovem, metia inveja.
Com  más gás q'uma cerveja,
Sempre pronta p'ra brincari.

Cu diga a minha Maria,
Era de nôte e de dia.

Até as mulheres da vila,
Marcavam lugar na fila,
P'ra eu lha poder mostrari!
Uma moura a trabalhari,
Motivo do mê orgulho.

Fazia cá um barulho!
Entrava pelos quintais,
Inté espantava os animais.

Eram duas, três e quatro,
Da cozinha até ao quarto
E até debaixo da cama.
Esta bicha tinha fama.

Punha tudo em alvoroço,
Desde o mê tempo de moço.
A idade nã perdoa,
Acabô-se a vida boa!

Depois de tanto caçari,
Já merece descansari.
Contava já mê avô:
"Niuma rata lhe escapou!"
É o sangui das gerações.
Mas nada de confusões,

Pois esta estória aqui escrita,

 É da minha gata, a Pilita!
(Atori. . .nã sê nã Senhori)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"A MAIOR DOR HUMANA"

SONETO À VIRGEM

Ó Virgem! eu vi Job leproso em seu lameiro,
torcido qual carvalho a que o tufão arraste,
exclamar na aflição: - Maldito o homem primeiro!
Maldito o ventre, ó Mãe, em que tu me geraste!

Ó Virgem! eu vi Cristo amarrado ao madeiro,
como o branco marfim ou lírio roxo na haste,
suspirar num sol-pôs magoado e derradeiro:
- Ó meus Deus! Ó meus Deus! porque Me abandonaste?

Ó Virgem, vi Raquel chorando os filhos mortos,
errante, esguedelhada, olhos doidos, absortos,
pelas serras, à lua, encher Judeia de ais.

Mas vi-Te, ó Mãe, depois ao teu morto estreitada,
branca, sem cor, sem voz, feita em pedra, pasmada,
e a soluçar uivei - Tu é que sofres mais! 
(Gomes Leal)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

"FLORES DE OUTONO"

(Imagem Google)
Continuo sem saber!
se por acaso não fosse como sou
não sei como gostaria de ser
contente, porque estou
porque vi o sol nascer,
não sei se por linhas tortas
direito conseguirei escrever
no mundo ouvindo galhofas
  muito gosto, sim, de viver.
Vejo as pedras da calçada
 sinto mas não o vejo passar
a aragem do vento na tchipala
quando a correr ou a caminhar.
De noite sem nuvens no céu
vejo as estrelas a brilhar
também vejo pernas ao léu
vejo rostos tristes e alegres
olhos com e sem lágrimas
vejo beleza nas mulheres.
Verdes plantas, floridas
vejo folhas amareladas
das árvores no chão caídas.
Porque sou alentejano,
despido nasci no Alentejo
vejo lindas flores de Outono
de onde estou vejo o Rio Tejo,
 desejo neste mundo maravilhoso
para todos vida saudável com tudo
comemora-se hoje o dia do idoso
primeiro dia do mês de Outubro!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

"NOITES SEM LUAR"

(Imagem Google)
Quem não aprende a ser alguém!
na vida sempre a ser ninguém continuará
quem amores na vida, também, os não têm
sem eles,  por eles toda a vida chorará?

  Em quem, e no que, estará ela a pensar,
 dos seus lindos olhos, brota luminosos desejos
 como duas estrelas no céu em noites sem luar
   nos seus lábios iluminando doces beijos.

Se acontece por acaso...
 amor sem destino à avessas
louco perdido no descampado
escrito com falsas promessas
num poema mal imaginado.

Pelos olhos dela encandeado,
numa estrada de terra barrenta
 deste então, feliz, vive apaixonado
 por aquela, linda, gaiata morena!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"SÃO MARMELOS"

Bom dia e bom começo de semana!
são marmelos por mim assados no forno
comece bem o dia, amigo, amigo, não engana
a dizê-lo com toda a sinceridade me afoito.

Temperados com açúcar amarelo,
confirmo, 100% de garantia
tem doçura e bom espeto
estão mesmo uma delicia!

Têm certificado de qualidade,
se é servido ou servida
façam favor, sirvam-se à vossa vontade
porque, são as coisas boas da vida
que nos fazem sorrir de alegria e felicidade!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 27 de setembro de 2014

"BOM FIM DE SEMANA"

(Imagem Google)
De alegria, não de tristeza, seriam as lágrimas!
se houvesse justiça social em todo o mundo 
creio não serem precisas mais palavras
se com estas, do que penso, digo tudo.

 Bom fim de semana!
para inspirar com esta flor
onde quer que você esteja
com tudo o que deseja
  Paz e muito Amor...
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"HISTORIETA"

Podia ser verdadeira!...
a historieta que vou contar
entrou no quarto a ventania
deitado na cama a sonhar
escorreguei na banheira
a cambalear caí dentro da bacia
bati com a cabeça no alguidar
no meio daquela escuridão
não sabia onde estava
para acender o lampião
se tinha ou não torcida
tive a forte sensação
era de noite, não de dia
algo estranho me empurrava
malhei com o corpo no chão
 hoje de manhã o galo cantava!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"A VACA, O CHOCALHO E O ESPANTALHO"









(Imagens Google)

 A caminho da substituição dos espantalhos!
nas hortas estão mais que identificados pela passarada
pendurados no pescoço das vacas tocam os chocalhos
 no poleiro cantam os galos de madrugada!

Numa Nação mal governada!
banhada pelo Oceano Atlântico
quem tudo quer fica sem nada
porque os sonhos são engano.

Um jardim à beira do mar plantado,
cujo o jardineiro não sabe as flores podar
será como um barco no cais encostado
ferrugento, parado sem navegar.

 Já andam, pelo país, a prometer,
alguns impostos, poder, baixar
eu lhes digo, o meu não vão ter
 em mentirosos, mais não vou votar.

Não se esqueça de quando for votar,
de o não fazer nos que lhe tiram o pão
é preciso, urgentemente, desinfectar
toda a existente no país contaminação!

Mas, todo aquele que mais quer,
convencido,  coloca lá à toa a cruzinha
depois esfaimado sem pão para comer 
e nada mais, em cima da mesa da cozinha
 por tudo e por nada, reclama sem razão ter
porque esta nação está mui pobrezinha
o povo também não soube escolher
quando lá foi colocar a cruzinha!