quinta-feira, 23 de novembro de 2017

"NO MAR, NA TERRA OU NO AR"

Sendo a saúde um tesouro,
vale mais do que diamante
de manhã, da cor do ouro
desponta o sol no horizonte.

Luz na terra emanando,
sem ter de nos obedecer
no céu azul, o sol brilhando
toda a gente gosta de o ver.

Só por aberrante disparate,
de quem com nada se contenta
de manhã,  quando o sol nasce
toda a gente o contempla!

Rogo a Deus Nosso Senhor,
desta gente não se esqueça
para que o sol fonte de calor
aqui terra sempre nos aqueça!
(Edumanes)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

NAS PÉTALAS DESSA FLOR"

Assim, hoje,  comecei o dia, 
nas pétalas duma flor escrevi o mote
logo de seguida algo mais fiz;
 com pachorrenta acalmia!
Tropecei numa cadeira dei um pinote
grande sorte foi, mesmo,  a minha,
por não ter batido com o nariz
na porta do armário da cozinha!

Abri a janela,  olhei para a rua,
de que tudo na vida a saúde tem mais valor
no céu azul vi o sol, não vi a lua
tudo, na mesma, como no dia anterior!

Pensei,  de certeza que não me engano,
será que alguém disso, ainda,  tem duvidas
ouvindo quem por tudo e de tudo reclamando
 sempre as mesmas jeremiadas lamurias!

Todos os dias oiço é costume,
sempre as mesmas cantilenas
 tenham menos ou mais perfume
 gosta das loiras e das morenas!
(Edumanes)

domingo, 19 de novembro de 2017

"NEM UMA"

Se amanhã o sol não nascesse,
ai de nós o que seria
se na terra mais não chovesse?

Sem nuvens no céu,
aqui na terra não chove
São Pedro se esqueceu
de sede Portugal sofre!

Das dores não adianta,
por isso não me queixo
nem escura nem cinzenta
no céu, nuvens não vejo!

No campo e no jardim,
continuam os clamores
mais um dia chega ao fim
com sede estão as flores!

Aqui, nos oiça São Pedro,
no campo não há erva verde
sem água na terra desespero
não nos deixa morrer à sede!
(Edumanes)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

"LENDA DE MOURA"

A alentejana Vila de Moura foi conquistada por Afonso Henriques, no ano de 1166. Ao seu nome anda ligada uma velha história de amor e morte que,  para que ninguém a esqueça, ficou gravada no brasão de armas da vila.
Segundo a lenda, esta vila chamava-se, no tempo dos mouros, Arucci-a-Nova, assim como a futura cidade espanola de Arronches era denominada Arucci-Vetus, ou seja, Arucci-a-Velha!
Ora Arucci-a-Nova era na altura uma pequena vila árabe que, depois de uma surtida de cristãos, tivera de ser reconstruída. Era seu senhor  Abu-Assan, que lhe mandara fazer novas e fortes muralhas nas quais incluíra uma formosa torre circular, em cujo minarete flutuava o pavilhão sagrado do Islão. Rico Senhor, Abu-Assan, depois de recontruída a vila, entregou-a à sua filha predilecta, Sasúquia, e voltou para o palácio de Córdova. Salúquia ficara, pois, alcaidessa de Arucci-a-Nova. Não longe dali, em Arucci-Vetus, estava Brafma, o príncipe mouro do qual Salúquia estava noiva, e apaixonada.
Era de tarde. E,  como todas as tardes Salúquia estava na torre do miranete entretendo as horas com as suas escravas e companheiras Fátima e Zuleima. Mas esse era um dia especial: era a véspera das suas bodas. No entanto, o olhar de Salúquia estava triste, estranhamente triste, e as escravas interrogavam-se silenciosamente sobre a razão daquela tristeza. Porque, na realidade, a sua senhora amava de verdade o homem que o destino e a vontade de Abu-Assan lhe davam para marido. Por isso, naquela tarde,  o sol morria lá longe, lá para os lados do mar  e, no alto do miranete, o silêncio era desusado. Em vez das alegres vozes que habitualmente soavam contando velhas lendas e histórias de amor e guerra, só se ouviam as cigarras cantando, longa e interminavelmente, o seu hino à terra e ao sol.
Contudo o silêncio, Fátima, a moura dos olhos azuis, murmurou:
-Salúquia, quando o luar tiver beijado as ondas do mar e o sol abrir de novo as portas do Oriente, teu noivo estará entre nós.
-Que Alá o permita!
-Mas porque está hoje tão triste? -perguntou com suavidade Zulmeia .
-Por muito o amar e por muito temer-murmurou Salúquia, que todo o dia se debatera com um negro pressentimento.
E Fátima, cheia de confiança, exclamou :
-Alá protege-o, e além disso os cristãos estão tão longe!...
Zulmeia, virada para Oriente, relembrando ainda o caminho por onde chegara, trazida como escrava por Abu-Assan, indicou:
-Dali virá, com o mouro da aurora por detrás! E Salúquia, apoiada na muralha, alongou o seu olhar pelo horizonte como que procurando um ponto móvel e desejado, deslocando-se na sua direcção. Fátima, um pouco perturbada por aquele silêncio quase total, embriagada pelo perfume das laranjeiras e roseiras floridas, iniciou uma velha lengalenga, outrora cantada pela sua velh escrava Zara, que há muito fora cantar para Alá, no Paraíso. A alcaidessa escutava-a distraída, com o pensamento percorrendo as dez léguas que separavam de si o seu bem amado Brafma.
Este por seu lado, deixara Arucci-Vetus ao cair da tarde, numa caravana luxuosa e feliz. Também ele amava aquela noiva que lhe davam, e assim o sol-poente, que punha fulgurações de sonho na predaria dos turbantes e nos arreios de ouro e prata dos cavalos, emprestava ao seu corpo um desassossego inusitado. Mas, conforme a noite avançava e a lua ia subindo sorridente no céu, o trotar dos cavalos foi esmorecendo pouco a pouco.
Faltaria gtalvez uma légua juntar Brafma a Salúquia quando o sol saudou do Oriente. A comitica, novamente a galope, atravessava um vale verdejante quando subitamente, os cavalos estacaram, relinchando nervosos. Ao longe avançava uma nuvem de poeira, de dentro da qual rebrilhavam ao sol nascente armas desembainhadas.
Bem sabiam os árabes que vestidos de festa como vinham, com ricas armas simuladas e cavalos pouco próprios para combate, não poderiam certamente vencer os cristãos que se aproximavam, preparados para a guerra. Mas Brafma exclamou:
-São cristãos! Vamos a eles e que Alá nos proteja! Antes porém, e adivinhando que não sobreviveria àquele combate desigual - via agora que os cristãos eram muito mais numerosos e bem armados, prontos para combate - tirou do peito uma rosa branca que colhera no seu jardim para oferecer a Salúquia, beijou-a e, escondendo-a numa algibeira som o manto junto ao coração, pediu:
-Se alguém se salvar,  leve esta rosa a Salúquia. - E desembainhando o alfange de ouro, gritou: -Agora irmãos...é a morte! Alá assim o quis! 
Dois irmãos, Álvaro e Pedro Rodrigues, comandavam a hoste cristã. Lutavam por conta própria, entregando depois ao seu rei as fortalezas conquistadas. Desta vez, apesar de os mouros se terem batido valentemente, foi-lhes fácil a vitória. Nenhum homem sobreviveu e Brafma morreu de uma cutilada de Álvaro Rodrigues.
Findo o combate, os cristãos, cuja finalidade era a conquista de Arucci-a-Nova, iniciaram um longo concidiábulo sobre o melhor meio de assaltarem a vila. Aquele grupo que acabavam de destruir, trajado de festa  e armado de ouro e prata, num descampado pela madrugada, a caminho da vila, fê-los adivinhar ao que vinham. Por isso decidiram envergar as suas roupas e tentar penetrar na vila de surpresa. Os cavaleiros cobriram as suas cotas com os albornozes de seda os cadáveres e Ála varo escolheu para si o manto de Brafma. Montaram a cavalo  e, num ápice, fizeram a légua que os separava de rucci-a-Nova, atroando os ares com gritos de simulação festiva e exclamações árabes de saudação e alegria.
No alto da torre da vila, o atalaia viu aproximar-se um turbilhão de poeira. Pensando ser a caravana nupcial, informou Salúquia, que, num ímpeto de alegria, ordenou que se abrissem as portas do castelo. Ela, com todas as escravas e amigas, subiu ao alto do minarete, para daí atirarem sobre Brafma uma nuvem de pétalas de rosa.
Entraram os falsos mouros como uma rajada de sangue. Impossível resistir ao seu ímpeto.  A população, porém, quando percebeu o ardil, tentou a todo o custo impedir que os cristãos chegassem ao palácio de Salúquia. Esta, pálida mas serena, sem lágrimas já para chorar, mandou encerrar as portas do seu palácio. Trouxeram-lhe as chaves no momento exacto em que os irmãos Rodrigues chegavam às suas portas. Vendo que os cristãos se preparavam para as arrombar,  Salúquia, lentamente, cheia de dignidade, subiu ao ponto mais alto do minarete, apertou as chaves numa das mãos  e, elevando uma prece a Alá, num impulso rapidíssimo atirou-as para o vazio. Um imenso grito doloroso soou de todas as bocas:  «Salúquia!!»
Por momentos, logo depois do baque do corpo no chão do terraço, pararam mouros e cristãos, parou a própria Natureza. Na esplanada do castelo estava agora o corpo da moura apertando as chaves numa mão. Um fio de sangue escorria mansamente da sua boca entreaberta.
Correu um cristão com o intuito de lhe arrebatar brutalmente as chaves, mas um gesto de Álvaro Rodrigues deteve-o. Esmagado pela heroicidade daquela mulher, curvou-se para lhe limpar do rosto belíssimo o sangue da sua própria traição. Nesse momento, da dobra do manto de Brafma caiu uma rosa branca, estranhamente manchada de sangue, que foi pousar suavemente sobre os lábios frios de Salúquia. A flor cumpria aderradeira súplica do mouro enamarado e trazia-lhe o beijo nupcial. 
Álvaro Rodrigues, impressionado, desbarretou-se num gesto delicado de respeito. Ordenou que cessasse a chacina  e pediu a seu irmão que trouxesse o corpo retalhado de Brafma para que juntos pudessem viajar até ao paraíso de Alá.
E, como preito imortal, proclamou que a partir desse dia Arucci-a-Nova se chamaria Vila da Moura.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

"DA TERRA DISTANTE"

No Céu Azul, sem nuvens, brilha o Sol,
carregadas de água à vossa espera 
voando sem turbulência estol
venham, nuvens, regar esta terra.

Venham com normalidade,
das nuvens as vossas lágrimas
que as espera com ansiosidade
sobre esta terra derramá-las.

 Temperaturas a descer,
enquanto a chuva se demora
na terra sem água para beber
jamais te poderás esquecer
desta gente que te adora!
(Edumanes)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"ATÉ QUE ENFIM"

A chuva está chegando,
sem se perder a esperança
quem não desesperando
espera sempre alcança!

 Nas palavras que leio,
e noutras que escrevo
nos espaços entremeio
 pontos e virgulas vejo!

Algumas fazem parte
do passado longínquo,
 em dias de tempestade
passa o vento zunindo!

Oiço vozes bradando,
sem saber o que pretendem
 outras vezes, porquê, chorando
será que saudades sentem?

De intimas emoções,
abandonadas ao acaso
outrora no descampado
enterneceram corações!

Esta noite sonhei com a alegria,
de manhã acordei com a felicidade
para entrar a fresca maresia
e do dia a claridade!

Do quarto abri a janela,
lá fora está chovendo
 com pouca intensidade
das nuvens caindo na terra
gotas de água estou vendo!
(Edumanes)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

"NAVIO PÁTRIA"

“Recordando o passado. Vivendo o presente. Com esperanças no futuro"

Se amigo não engana amigo. Amigo ajuda amigo quando amigo precisa de ser ajudado. Foi isso que aconteceu. Um amigo ao seu amigo, emprestado pediu dinheiro. Dizendo só te pago no dia de "São Nunca à Tarde". Pelo que o amigo emprestador, no dia 1 de Novembro se dirigiu a casa do seu amigo pedinte. Afim de receber o dinheiro, antes, emprestado. O qual amigo seu repetiu, o que antes tinha dito. Amigo eu disse-te que só te pagava no dia de "São Nunca à Tarde". É isso mesmo amigo. Não me esqueci. Hoje é dia de TODOS OS SANTOS!  

O dia antes de ontem, ontem passado era,
hoje, o dia de ontem faz parte do passado
a milhares de quilómetros daqui, faz hoje anos
metade de século mais quatro, do mar para terra
em Nacala, estava desembarcando de um barco!

Por ti, minha, Pátria amada,
recordando esse dia, hoje, estou aqui
onde desembarquei do Navio Pátria
  para te defender, longe daqui!
(Edumanes)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

"DESÂNIMO"

 Se por algum desgosto,
 ou, quando o sacrifício
 não compensa o esforço
 para os fins despendido!

Atirar-se do precipício,
 lá para o fundo do poço 
sem p'ro qual haver motivo
desse, tão, desunido povo
algures no mundo indeciso!

Para viver em liberdade,
não impeçam de escolher
sem de outrem depender
sendo essa a sua vontade!

Preso nas garras do, real, poder,
porque, tem de viver encabrestado
poderá, se ao qual não obedecer
por crime de rebelião condenado!

Não te deixes adormecer,
ó! Povo até demasiado tarde
custe o que custar tens de vencer
se quiseres viver em liberdade!

Liberta-te das garras,
tens direito ao teu lugar
não pagues alvissaras
a quem te está a sugar!

Com a tua voz não roca,
não há tempo a perder
com inteligência apregoa
faz já o que tens a fazer!

Do teu lado tens a razão,
porque o fazes com lealdade
luta contra a desonestidade
para que não te tirem o pão!
(Edumanes)

sábado, 28 de outubro de 2017

"COISAS DO DESTINO"

Já estava d'abalada,
a caminho de Lisboa
depois de palmada
chegou à Madragoa!

Ouviu cantar o fado,
e uma guitarra a trinar
ela se estava a lembrar
do seu Alentejo amado!

Com saudades do campo,
das ovelhas e das cabras
do seu bem amado alentejano
 triste, limpando as lágrimas
olhou para trás chorando!

Para os seus braços já voltou,
foi recebida com abraços e beijos
para sempre a união se celebrou
por vontade dos seus desejos!
(Edumanes)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

AMBIÇÃO OU GANÂNCIA?

Achei graça aqueles balões,
mas não tiveram concorrência
falando com os meus botões
disse: tenhamos paciência!

Sem deixar de sorrir,
porque, a vida continua
outros balões hão-de subir
querendo chegar à Lua!

 Como aquele que ao Sol queria chegar,
 umas sobre as outras caixas empilhando 
todavia, quando se estava a aproximar
 apenas uma e só uma caixa estava faltando
 lá de cima disse, para sobre a última colocar
 tira a do fundo e,  tudo foi por água abaixo!
(Edumanes)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"A IDADE NÃO ENGANA"

Por aqui continuarei,
a fazer o que pretendo
jamais a encontrarei
vagueando no tempo!

Saudades da juventude,
como eu tenho também
será que da minha idade
 não haverá mais alguém?
Por não ter a certeza;
 a mim mesmo perguntei
querendo saber a verdade
 foi então que sabendo fiquei
 a desonestidade me desilude
 mas, não me ilude a grandeza!
(Edumanes)

sábado, 21 de outubro de 2017

"APAIXONANTE"

Com os lábios a sorrir,
 e os olhos não chorantes
vejo as plantas a florir
para elas continuo a olhar
 na terra verdejantes
sobre elas borboletas a voar!

 Mais tristes seriam os dias,
viver sem flores e sua beleza
como vi na feira das velharias
um catre velho sem enxarga.

Não batam mais no ceguinho,
já levou porrada que chega
sem dúvidas, tenho a certeza
quem tudo paga é o Zé Povinho!
(Edumanes)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

"ORADOR A REBOQUE"

Enquanto o fogo se propagava,
de mãos atadas à inconsciência
se calhar não falava como fala
agora, em falta de competência,

Já lá estiverem senhoras e senhores,
são essas e esses agora que mais berram
só em prol do seu bem estar é que fizeram
a si próprios um sem número de favores!

Perigosas ideias são para quem acredita,
quem pensa que com arrogância se vence
interferência desumana e criminosa política
de que não houve, ninguém me convence!
(Edumanes)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

"SOBREVIVENTE"

Como qualquer sábio, agora, diz,
também, há quem diga disparates
nenhum dos, muitos, que há no pais
 antes, conseguiu evitar catástrofes!

Mais desleixos não se consinta,
a quem não quis saber do aviso,
depois do fogo ter consumido
transformando a floresta em cinza.

Sem, antes, ter cumprido o seu dever,
toda a gente aponta o dedo à governação
ano após ano a floresta continuará a arder
se teimando não se apostar na prevenção!
(Edumanes)

domingo, 15 de outubro de 2017

"LITORAL ALENTEJANO"

 Dizem que há boa pinga,
 no vale das éguas
de certeza haverá mais ainda
 outras coisas muito belas?

Alimentados com bolotas,
tem vara de porcos pretos
espalhados pelas barrocas
 há por lá muitos sobreiros.

Conduzem ao engodo,
tem estradas e veredas
a caminho do Porto Covo
nas bordas urzes e estejas!
(Edumanes)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

"QUEM NA PODA SE EXCITA"

Não sei quanto tempo me demoro,
quem ao descontentamento reage
enquanto com a imaginação não volto
fiquem com esse soneto do Bocage!

XXXV [SONETO DA AMADA GABADA]

Si tu visses, Josino, a minha amada
Havias de louvar o meu bom gosto;
Pois seu nevado, rubicundo rosto
Às mais formosas não inveja nada:

Na sua bocca Venus faz morada:
Nos olhos tem Cupido as settas posto;
Nas mammas faz Lascivia o seu encosto,
Nella, emfim, tudo encanta, tudo agrada:

Si a Asia visse coisa tão bonita
Talvez lhe levantasse algum pagode
A gente, que na poda se exercita!

Belleza mais completa haver não pode:
Pois mesmo o conno seu, quando palpita,
Parece estar dizendo: "Pode, pode!"!

sábado, 7 de outubro de 2017

"DE MANHÃ COMEÇA O DIA"

Minha aldeia pequenina,
está diferente d'outrora
bem eu me lembro ainda
ao romper da bela aurora!

 No inverno, ao frio e à chuva,
teria sido melhor senão fosse
lavrando a terra com a charrua
no campo, de manhã até à noite
cantando íamos para a labuta!

A paisagem o campo coloria,
na primavera vermelhas papoilas
dos homens, mas ai ai, o que seria
 se, ai ai, não fossem as moçoilas!
(Edumanes)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

"TERRA RESSEQUIDA"

Ai ai meus senhores,
esta terra tem sede
sem trigo não há pão
se nesta terra chovesse
desabrochavam as flores
e os cravos em botão!

Falta de água a terra sente,
fustigada pela seca prolongada
quando ausente, não presente
do amor mais se sente falta!

 Sofrem mais os corações,
de quem falta de amor sente
segundo rezam as provisões
Outono continuará quente?
(Edumanes)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

"UM PAR DE BOTAS"

Há quem tenha sorte na vida!
na rifa me saiu um par de botas
antes queria sofrer pelo Benfica
do que duma dor nas costas!

Dolorosa, má de gramar,
do meu território para fora
bem eu a tento expulsar
 teimosa, não quer ir embora!

Se ela por aqui continuar,
dizer, não sei até quando
por tanto me apoquentar
descontente estou ficando!

Consultei o tchimbanda,
com milongo a acalmou
não contente a magana
sem ser desejada voltou!
(Edumanes)

domingo, 24 de setembro de 2017

(SÃO MIGUEL DOS GÉMEOS)

SÃO MIGUEL DOS GÉMEOS é uma pequena freguesia onde em tempos havia apenas uma capelinha dedicada a S. Miguel Arcanjo.
Diz uma lenda que junto a essa capela viveu um lavrador rico cuja mulher deu à luz um par de gémeos monstruoso, pois nasceram com duas cabeças, quatro pernas e um só ventre. O casal teve um grande desgosto, tanto mais que foram os únicos filhos que lhe nasceram.
Apesar de tudo, estas crianças foram-se criando e, desde muito pequenas, mostraram um amor profundo pelo campo. Por isso todo o tempo que viveram-trinta anos, segundo a lenda-trabalharam na agricultura, patenteando um carinho inexcedível pela terra e pelas plantas.
Conta-se que na altura em que morreram, uma das cabeças faleceu três dias antes do resto do corpo. Nessa altura, os pais, que como já disse não tinham outros herdeiros, fizeram um testamento no qual legavam todos os seus bens à capela de S. Miguel, com a condição de se ficar chamando à freguesia S. Miguel dos Gémeos, em memória daqueles filhos estranhos e disformes que tinham tido.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"BEM VINDO SEJA O OUTONO"

No marmeleiro empoleirada,
estava uma moça sem chinelos
quando fui à tarde colher marmelos
para à noite fazermos marmelada!

Sem nuvens, olhei para o céu,
só consegui ver até à bifurcação
descalça de pernas ao leu
atirando marmelos para o chão!

Foi por sorte minha, 
nenhum me acertou na tola
dois marmelos ela tinha
debaixo da camisola!

Descendo do marmeleiro,
segurei na sua mão
ao pôr os pés no chão
sorrindo, pela sua atenção
 disse, obrigado cavalheiro!
(Edumanes)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

"ESSA FLOR"

Nos teus, lindos, olhos vejo,
neles, a luz da  paixão
Alentejo, meu Alentejo,
trago o Alentejo no coração!

Das tuas mãos, recebi com amizade,
uma pêra doce ao romper da bela aurora
nos teus lábios dou beijos de felicidade.
quando a tua mãe dali se for embora!

Ainda moça solteira,
para te ver lá no monte
debaixo duma figueira
fui beber água à fonte!

De repente um Texugo,
sem autoridade superior
junto a um pedregulho
para ti, colhi essa flor!
(Edumanes)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

"RUMO À MERENDA"

Zanguei-me com o trabalho,
não o vi em todo o dia
à noite dormi sossegado
no corpo, nada me doía.

 Por serem alérgicos à vida dura,
os ricos mandam, os pobres trabalhar
enquanto os loucos vivem na loucura
os políticos gozam a vida a passear.

Sendo essa a realidade,
de quem vive neste mundo
entre a mentira e a verdade
 para a verdade eu rumo.

Queijo e presunto,
com pão à merenda
 bom tinto do garrafão
 para ajudar na digestão
 boa vida não apoquenta!
(Edumanes)

domingo, 17 de setembro de 2017

"FELOSA DAS FIGUEIRAS"

 Nas margens do rio torto,
 eu vi uma borboleta voando
com fama de ser preguiçoso
um alentejano trabalhando!

 Ouvi a filha da cabra berrar,
 recém nascido vi um perdigoto
  no vai e vem, a formiga sem parar 
 de papo p'ro ar, um gafanhoto!

De papo amarelo não vi lá o Papa Figo,
estava lá a Felosa empoleirada na figueira
como outrora, no Alentejo já não há trigo
mas, ainda, há boa pinga na Vidiguera!

 Terra do bom e muito azeite, Moura,
 para pôr no cafei, tiraram o i ficou azete
com a pressa tropeçaram na rasoira
para o chão entornaram o lete!
(Edumanes)

sábado, 16 de setembro de 2017

"BOM FIM DE SEMANA"

Um beijo especial,
dos lábios se libertou
nas ondas do mar alto
nadando são e salvo
deu à costa no areal.
Numa praia tropical
de manhã acordou
nos lábios duma morena
vagueando em câmara lenta
eram p'raí oito e coisa nove e tal!
(Edumanes)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

"O PRISIONEIRO"

Prende-me numa prisão,
onde exerces a profissão de carcereira
numa sala com televisão
 no inverno para me aquecer uma lareira.
Eu te suplico, trata-me com afeição
por favor, não me faças a vida negra!

Não me dês sermões,
dá-me, antes, beijinhos
só nós os dois aos serões
um ao outro agarradinhos!

Com as tuas, meigas, palavras,
só tu, mulher carcereira, me contentas
com essas tuas mãos delicadas
nos pulsos coloca-me as algemas!

A pena máxima me condena,
se eu cometer o crime de violação
dentro do peito, preso, tens o teu coração
junto dele quero cumprir pena!
(Edumanes)

terça-feira, 12 de setembro de 2017

"SILÊNCIO, NÃO INCOMODAR"


Uma dor adormecida,
quando acorda insatisfeita
incomada como a política
na minha perna direita!

Tenho de ser tolerante,
tratá-la com meiguices
porque, se eu for arrogante
ela me causa mais chatices.

Se eu a contrariar,
logo me chama a atenção
 para eu pensar no bem estar
do meu, amigo, coração!

Em frente continuarei,
sem poder voltar para trás
se é que eu não a injuriei
que me deixe viver em paz!

Com ela tenho de viver,
enquanto por cá andar
se eu nasci para obedecer
não nasci para mandar!
(Edumanes)

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"VENTANIA"

O vento em redemoinho,
de amainar não há maneira
porque, ontem foi domingo
então, hoje é segunda-feira!

Causadores de destruição,
 por onde estão passando
em fúria mais de um furacão
prejuizos estão causando!

São fenómenos naturais,
formados no Oceano Atlântico
todos eles são infernais
pelas contas não me engano!

Do que aprendi em aritmética,
não sou formado em meteorologia 
os furacões passam pela a América
atrás uns dos outros em correria!

 Mas, aqueles que têm a mania,
de serem os mais sábios do mundo
por muito que estudem o assunto
não conseguem parar a ventania!

Porquanto, os inocentes é que estão pagando,
por quem com malvadez está destruindo o planeta
enquanto que os valentões continuam ameaçando
convencidos de que não lhes amolgam a corneta!
(Edumanes)

domingo, 10 de setembro de 2017

"FIM DE TARDE"

Mais triste, eu, ficava,
quando ela não vinha
sempre até à noitinha
desesperado, esperava!

 Nela, eu, confiava,
acenando da janela
mas, ela me enganava
dizendo ser sincera!

 Pela beleza dela,
 ciumes, eu, sentia
 de propósito, por ela,
 ela, sofrer me fazia!

No, seu, rosto simpatia,
exuberante, beleza no corpo
 com a loucura da sua terapia
ela me punha mais louco!

De lá nunca mais voltou,
me deixou só com a saudade
não sei para onde ela abalou
foi num dia ao fim da tarde!
(Edumanes)

sábado, 9 de setembro de 2017

"ASTROMÉLIA, FLOR"

Mais um dia estou aqui,
a escrever o que imaginei
recordando aquilo que já vi
nos lugares por onde passei.

Já corri seca, não fui a Meca,
coisas boas e menos boas vi
 apanhei mais do que uma seca
gosto de continuar por aqui!

Aqui dando continuidade,
à minha preciosa imaginação
enquanto houver liberdade
saúde, paz, amor e paixão!

Com tudo de bom vos desejo,
 um fim de semana exuberante
 fico aqui a imaginar o que não vejo
vendo passar o tempo de relance!

  Nas pétalas duma flor,
 esquecido no tempo
 não deixa ficar o amor,
vai para a junto do rio
quem sentir calor
abrica-se do vento
quem sentir mais frio,
cada um a seu contento!
(Edumanes)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"AMORA SILVESTRE"

As silvas têm picos,
arranham quem com elas implica
sossegada sem sarilhos
sempre, mais bela é a vida!

Suas partículas preciosas,
que lhe deram o dote
as silvas têm amoras
alimentam quem as come!

Se não perturbam o organismo,
também,  não entopem a digestão
quando juntos habitam no coração
a saúde, com humor e o romantismo
contribuem para a boa disposição!

Não pensa como eu penso,
quem de mim pensa diferente
contrariar não pretendo
neste mundo a que eu pertenço
quem não ama, amor não sente!
(Edumanes)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

"IMAGINANDO"

Sem ter água para beber,
com sede, no deserto pregando
 e eu sem saber o que escrever
estou para aqui imaginando!

À porta duma ermida,
estava o silêncio rezando
sonhei nas nuvens voando
numa noite mal dormida!

Não é disso que eu hoje quero falar,
mas, sim duma encantadora mulher
ela tem olhos castanhos de encantar
 no corpo tudo o que o homem quer!

Para o aquecer liberta calor,
fonte aquecida de louca paixão
no seu corpo incendeia o amor
de felicidade arde no coração!
(Edumanes)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

"NO DIA DA LOUCURA"

Leva o cabaço ainda,
para ao seu noivo dar
a noiva vai linda,
subindo para o altar!

Vai ser divertido,
só ela o fará rebitar
quando tirar o vestido
não precisa espreitar!

Amor e felicidade a dobrar,
mais o ambiente vai aquecer
o que você está a imaginar
numa noite de louco prazer!
(Edumanes)

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

"VEM DAÍ"

Neste jardim à beira mar,
para veres as flores mais belas
vem comigo, vamos passear
de noite à luz das estrelas!

Vais adorar, tenho a certeza,
jamais te irás arrepender
brilhar eu quero ver
nos teus olhos pura beleza!

Os teus lábios quero beijar,
no rosto sentir a maresia
 ouvir o som das ondas do mar
na luz dos teus olhos ler poesia!
(Edumanes)

sábado, 2 de setembro de 2017

"CHOCALHADA"

 O povo mais pobre ficou,
do que estava empobrecido
o que o desprezível lhe sacou
jamais lhe será devolvido!

 Cuidado com o animal,
tem pêlo de candimba
habita, aqui, em Portugal
não é cavalo mas relincha!

Neste país sempre assim foi,
só falo do que não desconheço
dizem que os Ferros são de Évora
os Correias feitos de casca de boi
se os grilos se alimentam de trevo
saúde na vida é a coisa mais bela!

Em São Bento ruidosa chocalhada,
na zona de Tomar habita o Gaibéu
não guerreiam com a Lua prateada
de noite as estrelas brilham no Céu!
(Edumanes)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

"PENA QUE VOA"

Hoje, nesta página do Blogue
escrevo, para não ficar em branco
tudo aquilo que tão depressa foge
de volta continuarei esperando!

Enquanto posso escrever,
a palavra que nos ouvidos soa
no tempo que passa a correr
a vida é como pena que voa!
(Edumanes)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

"SILVADO"

Havia lá uma horta,
outrora, no meio da ceara
sem rabo tinha uma porca
e uma mula desdentada. 

No canteiro das alfaces,
espinafres também tinha
a galinha bamdalhoca,
da simpática vizinha
penicava nos tomates
para encontrar a minhoca!

Coberto de silvado,
faz doer o coração,
o monte sem telhado
outrora uma mansão!

Nas  noites ao luar,
como dantes lá havia
sorrisos de alegria
já não há naquele lugar!
(Edumanes)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"A BELEZA NÃO ENFADA"

A mulher tem boa perna,
bonita, muito, bem torneada
se a mulher não fosse, tão, bela,
o homem para ela não olhava!

A mulher tem ainda,
uma fonte sagrada,
tem beleza distinta
 ao homem mais agrada!

Pelo homem com lealdade,
a mulher gosta de ser amada
 no coração sentirá felicidade
enquanto não for enganada?
(Edumanes)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

"JÁ O ENCONTREI"

Eu e o Mário Duarte Santos,
estão a ver, pois não é mentira
somos dois cidadãos alentejanos
ambos do Concelho de Odemira!
(Edumanes)

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

"MAIS UM DIA"

Na serra algarvia,
Concelho de Monchique
quando lá cheguei não havia
volta cá noutro dia, disse!

Fui à pesca não pesquei,
a água do mar estava fria
voltei para traz não protestei
tudo aconteceu num só dia!

Sim senhor, pois então,
neste lindo Portugal,
quem quiser bom leitão
encomenda ao Florival!
(Edumanes)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

"AQUI NO ALENTEJO"

Hoje, está um dia soalheiro,
responde, não sejas rabugento
tu, amigo, que foste Fuzileiro
diz-se soalheiro ou solarengo?

Vejam só a calmaria,
que reina daquela praia
pura como a luz que alumia
inocentes olhos de catraia!
(Edumanes)

terça-feira, 15 de agosto de 2017

"VOU PENSANDO VOLTAR!

Devagar, devagarinho,
pelas estradas do Alentejo
sem pressa, já vou a caminho,
para Sul, a sul  do Rio Tejo!

Deste maravilhoso Portugal,
Para aquele lugar que eu gosto,
como há anos vem sendo habitual
na segunda quinzena de Agosto.

Vou dar banho ao esqueleto,
na água salgada daquele mar
descanso à sombra do sobreiro
se for para o campo trabalhar!

Lá eu bem me sinto,
me satisfaz aquele lugar
digo as verdades não minto
enquanto por cá andar!
(Edumanes)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

"ROSA AMARELA"

 Nenhum cliente,
será enganado
bela e sorridente
tem o retrato dela
num quadro pintado.
Costeletas de vitela
há cabrito estonado
na Tasca da Marinela!

Também tem na horta dela,
alfaces, pepinos e tomates,
na varanda junto à janela
num vaso tem flores lilases
no jardim uma rosa amarela!
(Edumanes)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

"DAS TRÊS, A MAIS BELA"



Diferente, está mais bela,
Fornalhas Velhas, localidade
onde nasci, o destino quisera
que eu viesse ver a realidade!

Não há preguiça no Alentejo,
 o que às vezes não há é trabalho
não assobia, consegue ficar quieto
 quando bebe água pelo cocharro!

 Passa o tempo a matutar,
para mais progredir na vida
mas, sem terceiros vigarizar
alentejano, sincero, acredita
porque, se fosse a trabalhar
não havia tanta gente rica!

No pais, presentemente,
do que aquela que existe
havia, sim, mais rica gente
com alegria, menos triste!

Quando vês na tua frente,
tudo aquilo que mereces
tu portuguesinho valente
estás mesmo como queres!

Guitarras, mulheres e vinho,
 três coisas que te fazem vibrar
só não tens como tem o passarinho
penas nas asas para poderes voar!
(Edumanes)

terça-feira, 8 de agosto de 2017

"DESCAMPADO"

Jamais, sem ter vontade de viajar,
penso, nisso, mas não estou triste
tudo faço para não me apoquentar
com noção de que a realidade existe!

Não sendo, portanto, a minha intenção,
sem mais nem menos deles me separar
abandonados por mim, em vida, nunca serão
no descampado sem terem onde se abrigar!

Todos os versos que escrevo a rimar,
quando eu morrer, morrem também
para onde for comigo os quero levar
fortuna, tanta, que a minha alma tem!
(Edumanes)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"PRAIA DESERTA"

Não se via vivalma,
abriram a porta à Berta
quando a Severa cantava
numa praia deserta!

Lindas princesas,
estrelas brilhantes
serão dos cometas
 eternas amantes?

De noite, no Céu, 
a Lua é a Rainha,
praia deserta ao léu
pernas não tinha.

De dia no céu brilha,
no mundo, o Sol é Rei
 aí de nós o que seria,
não lhes perguntei?

Ficaram pensando,
de calções, na sorte
viram um pássaro voando
na direcção do Norte!

 Duas moças numa praia deserta,
o que teriam no lado oposto às costas
se encontraram a palavra, que está, certa
façam favor de dar as vossas respostas!
(Edumanes)

domingo, 6 de agosto de 2017

"MEXILHÃO"

Na terra de moirama,
de quem a voz bem soa
para dar mais força a fama
em aventuras, alto voa!

Cozinhado na  caçoila,
o mexilhão não faz azia 
de manhã  começa o dia 
sem se ouvir com ironia
falar da sabedoria saloia.

Prisioneira da interferência,
para da paciência se desviar
descolou-se da inteligência
 nas reticências se foi entalar.

O remédio para sarar a ferida,
não esteja em vias de extincão
para que não seja causa perdida
no mundo se pôr fim à confusão!
(Edumanes)

sábado, 5 de agosto de 2017

"UM TACO"

Como, escrevo, habitualmente,
com palavras, sempre, a rimar
da minha vida alegremente,
 hoje, aqui, de algo vos vou falar!

De que alguma dor não pensaria,
sentir no corpo, estava enganado
 fui a uma consulta de ortopedia
 o médico disse para fazer um taco.

Está bem senhor doutor,
vou já fazer a marcação
para a insuportável dor
não me causar mais aflição.

Até se saber o resultado,
comprimidos a solução
estou sendo medicado
tomando a medicação
já me sinto mais aliviado!

Aqui estou mais contente,
enquanto bem acomodado
onde bem me sinto sempre
por, ainda, não ter abalado!

O meu nome é Eduardo,
por mim não foi escolhido
gosto dele bem pronunciado
não enxovalhado ser lido!
(Edumanes)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

"SAMOQUEIRA"

Praia da Samoqueira,
não sendo leviana
ela adora a brincadeira
de namoradeira tem fama!

Praia da Samoqueira,
nas ondas a boiar
nua na brincadeira
 na areia, já vi a brincar!

Praia da Samoqueira,
alentejana à beira mar
meiga não desordeira
tem olhos de encantar!

Praia da Samoqueira,
vizinha do Porto Covo
 por não ser regateira
orgulho do seu povo!

Praia da Samoqueira,
pelas ondas se deixa beijar
tem fama de aventureira
de dia ou de noite ao luar!

Praia da Samoqueira,
sempre mais gente a admira
deslumbrante a sua beleza
não desilude quem a visita!

Praia da Samoqueira,
habita na Costa Vicentina
alentejana à sua maneira
será sempre menina!
(Edumanes)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

"MERENDA ALENTEJANA"

Bem eu tento me proteger,
enquanto posso, da tempestade
para bem servir como estão a ver
a merenda ao meio da tarde!

Pensando no assunto,
só agora estou a perceber
 há muito tempo ouvi dizer
 vem aí o fim do mundo!

Seja lá mais preguiçoso,
não tenha pressa de chegar
penso que não haverá outro
do que este, melhor lugar!
(Edumanes)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

"AO FUNDO DO TÚNEL"

Quatros anos serão perdidos,
disse enraivecido mais uma vez
sem falar dos quatro mais sofridos
que ele e a sua trupe, mais, fez
sofrer, os mais desprotegidos
cidadãos do povo português!

 Aquele que espreita a toda a hora,
 seja de noite ou seja de dia sem dormir
 para o mais pressa possível sem demora
 ver quem ao fundo do túnel deseja sair
  para entrar e fazer como fez outrora!

Deus nos livre de tamanha desgraça,
com o Diabo se mantenha no inferno
quem de ser arrogante nunca se farta!
(Edumanes)

sábado, 29 de julho de 2017

"CHAPÉU DE ABAS LARGAS"

Verdes arrozais há nas varzeas,
na paisagem papoilas vermelhas
também lá tem o lírio amarelo
e muitas outras lindas flores,
para do sol proteger as orelhas
leva um chapéu de abas largas
e um lenço de várias cores
 se, no verão, fores ao Alentejo!
 Com cereais de aveia,
se calhar se alimenta?
 Em contacto com a areia
elegante moça morena!
(Edumanes)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

"NAS ONDAS DO MAR"

Em tempo de férias,
atirei um beijo ao vento,
o beijo, no vento voou
nas nuvens desapareceu,
aventureiro, ainda, não voltou
 nem, mesmo, com novas ideias.
não sei o que é que aconteceu?
Se nalguns lábios encalhou
e neles ficou prisioneiro 
de alguma louca paixão
 ou se nas velas dum veleiro
navegando contramão
nas ondas do mar se perdeu?
(Edumanes)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

"BOTÃO DE ROSA COM PÉROLAS"

Na nova rota da seda, todos os caminhos vão dar a Pequim. E de Pequim com destino à Europa, não se esqueçam de passar por Lisboa, para descarregarem as, preciosas, pérolas...
Xi Jinping vai apresentar a vários líderes mundiais o seu plano multimilionário para desenvolver infraestruturas em mais de 60 países da Ásia Central e de África. Para a China trata-se da afirmação definitiva na diplomacia mundial.
Como dantes, Portugal na Rota da Seda. Sem guarida, palavras voando em aventuras. Que não sejam de engano nem de incerteza. Sem rumo objectos voadores nas alturas! Não havendo mais quem mereça. Do que os políticos da vida galdéria. Portugueses, de novo na roda da seda. Importando especiarias de miséria! Os chinocas dão uma, pequena, carcaça. A   quem lhes der um pão de quilo e meio.  Portugueses, não importem mais desgraça. De boas intenções,  está o inferno cheio! Como nossos bons amigos são.  portanto, não devemos duvidar.  Gostam de comer do nosso pão.  Sem a farinha terem de amassar!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

"DO AVESSO"

Palavras de inteligente,
transbordar d'um buraco 
eu vi, água transparente,
sou maluco, não sou parvo!

No Lunho fui pioneiro,
lá vi nascer o sol do avesso
na Marinha, não fui fuzileiro
assentei praça no Exército!

Quando a trote num cavalo,
 com os pés no chão não se anda
na cidade do Porto dizem carago
em Barcelos, ouvem cantar o galo
no Alentejo filho duma magana!

  Encostado à ombreira da porta,
filosofando com as moças trigueiras
fiquei, não fui a Murça ver a porca
  nem a Mirandela comprar alheiras! 

 De dia vi no céu as estrelas,
sonhando acordado estaria
franzindo as sobrancelhas,
de manhã quando o sol nascia!
(Edumanes)

terça-feira, 25 de julho de 2017

"ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL"

Entre o céu e a terra,
há um espaço enorme
na salgadeira se conserva
 a carne, e não o pão mole!

Entre a terra e o céu voa o passarinho,
 gaivotas, melros, outras aves e o tordo
mole, quando sai do forno quentinho
por pão de farinha de trigo sou guloso!

Como corre  a água num Rio Torto,
toda para o mar, seja turva ou não
todo o humilde cidadão, orgulhoso
 se sentirá em defender a sua Nação!

Refiro-me a quem semeia para colher,
e não a quem mais colhe sem semear
sem habilidade para bem na vida viver
 quem  o bem de outros tenta aniquilar!
(Edumanes)

domingo, 23 de julho de 2017

"ÚTIL PARA O CÉREBRO"

Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, diz estudo
Os especialistas descobriram que a poesia é mais útil que os livros de autoajuda porque afecta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas

Bom domingo com a poesia,
muita saúde e boa disposição
com amor, paz e  muita alegria
felicidade sentida no coração!

Sair porta fora,
nua sem vestido
não faz sentido
deixá-la ir embora
de noite sem abrigo!

Do poeta o que seria,
se a poesia abalasse
e nunca mais voltasse
de saudade morreria!

Com a voz que bem soa,
seja a ler ou seja a cantar
por todo o mundo a viajar
ela anda de boca em boca!
(Edumanes)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

"BRONCA"

D.A.M.A. PROIBIDOS  DE ACTUAR  NO DRAGÃO
Benfiquistas ficam à porta!
A banda tinha sido contratada para um concerto antes do jogo de apresentação aos sócios do FC Porto, Mas os adeptos invadiram as redes sociais a criticar a escolha do grupo, que tem dois benfiquistas, e o clube cancelou o espectáculo.
A banda portuguesa D.A.M.A. tinha tudo pronto para actuar no próximo domingo, dia 30, no Estádio do Dragão, dando seguimento a um Verão cheio de concertos. O grupo foi contratado pelo FC Porto e iria servir como um dos principais elementos de animação das bancadas antes do jogo de apresentação da equipa de Sérgio Conceição aos adeptos azuis e brancos frente ao Desportivo da Corunha. Só que os planos saíram furados à banda e à organização. Tudo porque logo que se soube o nome da banda no programa oficial do dia, começaram a chover críticas a esta escolha, nas redes sociais. O Facebook do FC Porto, foi invadido  por centenas de comentários de adeptos indignados com os D.A.M.A., grupo que tem, pelo menos, dois confessos adeptos...benfiquistas. São os casos de Miguel Cristovinho, presença assídua no Estádio da Luz com a namorada Mia Rose, e Miguel Coimbra. Estes dois elementos até já participaram num video promocional do clube da Luz.
"Uma vergonha escolherem uma banda de benfiquistas com tantos grupos bons no norte",ou "Os dama é a mesma coisa que convidar o inimigo a nossa casa", foram alguns dos comentários. 
Face esta revolta dos seus adeptos, o FC Porto não teve outra solução que não cancelar o espectáculo.  Quem pode,  bem ou mal decide!

terça-feira, 18 de julho de 2017

"INFERNO"

MOTE!

Fogo botou,
Não desejado
Alguém avisou
Vem aí o Diabo!

A dor não sossega,
no meu corpo atrevida
quando não dói a perna
 dói a, direita, clavícula!

A dor, mais, apoquenta,
quem a sente no seu corpo
se a não quer não pretenda
sofrimento para o povo!

A dor não voa no vento,
dolorosa nenhuma falta faz
tudo discutem no Parlamento
excepto a formula da paz!

Siresp  para ali, Siresp para acolá,
e enquanto o pais continua a arder
confortavelmente, sentados no sofá
 as falhas não conseguem resolver!

Logo surgem o Coelho e a Cristas,
com tanta pena do povo martirizado
 esquecendo-se das severas medidas
de austeridade, aplicadas no passado!

Ambos chorando lágrimas de crocodilo,
sem crença defendendo o povo no Parlamento
 digo, triste figura fazem, aquela e aquele político
tentando esconder a maldade no fingimento!
(Edumanes)